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Economia

Banco do Japão pode elevar previsão de inflação e manter juros inalterados, dizem fontes

Por Leika Kihara e Takahiko Wada TÓQUIO, 20 Out (Reuters) - O Banco do Japão pode elevar sua projeção de inflação para o próximo ano fiscal nas previsões a serem divulgadas neste mês, já que o aumento

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Por Leika Kihara e Takahiko Wada

TÓQUIO, 20 Out (Reuters) - O Banco do Japão pode elevar sua projeção de inflação para o próximo ano fiscal nas previsões a serem divulgadas neste mês, já que o aumento dos preços do petróleo exerce pressões sobre os preços na economia por um período mais longo do que o esperado, afirmaram quatro fontes a par das considerações do banco central japonês.

Após aumentar as taxas de juros no mês passado, espera-se que o Banco do Japão mantenha os juros estáveis na reunião de política monetária de dois dias que termina em 30 de outubro, a menos que o iene retome sua queda, o que elevaria os custos de importação e a inflação em geral, disseram as fontes.

No entanto, o banco central japonês provavelmente manterá seu foco nos crescentes riscos inflacionários em um relatório trimestral a ser divulgado após a reunião, disseram as fontes, deixando margem para outro aumento dos juros já em dezembro.

“O crescimento dos preços ao consumidor pode permanecer elevado por mais tempo do que o esperado, embora não haja grande mudança na inflação subjacente”, disse uma das fontes, opinião compartilhada por outras duas.

“Existem pressões inflacionárias, mas elas não dispararam, então há poucos motivos para pressa”, disse outra fonte sobre o momento do próximo aumento dos juros. As fontes falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizadas a se pronunciar publicamente. O Banco do Japão não estava disponível para comentar imediatamente.

Nas previsões feitas em julho, o Banco do Japão projetou que a inflação básica ao consumidor atingiria 2,5% no atual ano fiscal, que termina em março de 2027, antes de desacelerar para 2,4% no ano seguinte. As projeções partiam do pressuposto de que o repasse do aumento inicial nos custos dos combustíveis se moderaria a partir do segundo semestre do próximo ano.

Nas novas previsões a serem divulgadas este mês, o conselho pode revisar ligeiramente para cima sua previsão de inflação básica para o ano fiscal de 2027, a fim de refletir o repasse do recente e renovado aumento nos preços do petróleo bruto, afirmaram as fontes.

Quaisquer revisões serão mínimas, com poucos sinais de que efeitos de segunda ordem perigosos — nos quais o choque energético desencadeia uma espiral de aumentos acentuados de salários e preços — estejam se consolidando na economia, afirmaram.

É provável que o conselho mantenha, em linhas gerais, suas previsões econômicas, projetando um crescimento de 0,6% no ano fiscal de 2026 e de 0,8% em 2027, com as exportações robustas de bens relacionados à inteligência artificial compensando o consumo fraco, disseram as fontes.

É improvável que o Banco do Japão incorpore o impacto esperado de uma redução de dois anos no imposto sobre o consumo de alimentos, prevista para abril do próximo ano, já que o projeto de lei para colocar a medida em vigor ainda não foi aprovado pelo Parlamento, afirmaram.

(Reportagem de Leika Kihara e Takahiko Wada)